ONCE

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

SAUBER


Alguns disseram que era abstrato. Outros perguntam o que é. Na realidade é um close da Sauber com a qual Jaques Villeneuve correu em 2005, eliminando as marcas e reduzindo a imagem a menos detalhes do que seria na realidade. A idéia é fazer algumas experiências com essa forma reduzida para deixar o visual mais gráfico ainda. É tinta acrílica sobre papelão Paraná, 50 x 80 cm.

FERRARI 375 PLUS




A última edição da Carrera Pan Americana, no México, foi vencida pela Ferrari 375 Plus de Umberto Maglioli. Essa prova era realizada em estradas mexicanas, cruzando diversas vilas e cidades. Maglioli percorreu o trajeto a uma velocidade média de 222 km/h. Devido ao grande acidente ocoorido nas 24 Horas de Le Mans de 1955 o governo mexicano decidiu cancelar a prova que teve edições desde 1950. Hoje existe uma corrida para carros clássicos em comemoração ao evento antigo.
O modelo é em escala 1:24 da SMTS com decais feitos "em casa", As rodas são em alumínio e metal fotogravado da MG.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

ÓLEO SOBRE TELA

Quando comecei a pintar carros de corrida na escola houve um certo "arrepio" por parte de todos que circulavam pelo atelier. Um tema não muito acadêmico precisa ser mais pesquisado e trabalhado para atingir o público de uma forma que o trabalho não passe apenas por uma pintura de um carro de corrida. É nisso que tenho pensado e investido. Algumas idéias vão direto para a tela, outras ficam na pesquisa e outras apenas na cabeça. Um dia aparecem, com cor ou não, com forma ou não.
Pintei recentemente o felipe Massa na Ferrari de 2006, com um toque menos fotogr´sfico do que o costumeiro. Óleo sobre tela 40 x 60 cm.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

ENCÁUSTICA II



Como havia mostrado antes dois trabalhos feitos em encáustica a quente, agora vão mais dois com a encáustica a frio. Aí se utiliza a cêra de abelha e a terebintina para criar a base para de pigmentação. Utiliza-se a própria tinta a óleo como pigmento, com a vantagem de uma secagem muito mais rápida e de um acabamento fosco aveludado. O trabalho com essa técnica é muito semalhante ao óleo mas se um trabalho requer grandes quantidades de tinta em áreas mais amplas, fica muito mais em conta no rendimento.


As imagens foram cortadas de fotos antigas em revistas e retratam o piloto argentino, Juan Manuel Fangio em sua Maserati 250 F e um close do Porsche 917 que foi utilizado por Steve McQueen no filme Le Mans.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Puma VW







No Final da década de 60 e até 1972, o Mineirão foi palco de corridas de automéveis, num circuito de rua montado entre avenidas e áreas de estacionamento do estádio. Um dos pilotos de maior destaque foi Marcelo Campos que corria com um Puma VW da Equipe Carbel. Infelizmente, durante os treinos para uma corrida, o piloto se acidentou e não resistiu à gravidade dos ferimentos. O circuito foi batizado em sua homenagem e após 1972 não se realizaram mais corridas em torno do Mineirão. A ilustração acima foi feita em aquarela sobre papel Fabriano, formato 16,5 x 23,5 cm.


As outras duas imagens são do carro que tive, um Puma GTS 1978, motor de 1.600 cc. Um dos automóveis clássicos da indústria nacional, o Puma teve origem com o Malzoni de competição e após o fechamento da DKW, o projeto foi todo reformulado para a utilização da mecânica VW. A ilustração que fiz foi em recarga de Magic Color sobre papel Schoeller.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

PORSCHE 917 1971





Em 1971 a Porsche entrou novamente com seu arsenal de 917 para as 24 Horas de Le Mans. Outra vez a Salzburg (Martini Team) levou a melhor sobre a Gulf de Wyer. Os K de 71 já possuiam a tradeira mais baixa e duas barbatanas direcionais como nos LH. Esses também vieram um pouco diferentes, com a frente mais alta e capas que cobriam as rodas traseiras.
A grande vedete, o carro mais fotografado naquele ano, foi o 917/20, desenhado pela SERA e decorado como um porco dividido em partes. O "Pink Pig" era mais largo e curto que os demais carros. Nos treinos ainda não tinha sido pintado e apareceu com a cor branca, básica da Porsche. Também em 1971, a Porsche levou novamente as 24 Horas de Daytona, com o 917 K da Gulf. Os modelos foram montados com os kits Heller, Le Mans Miniatures, Fiottimodelos, e Heller novamente, na sequência de cima para baixo.

PORSCHE 917 LH 1970



Os "bichos papões" das 24 Horas de Le Mans em 1970 foram os 917 LH "Langheck" (traseira longa). O # 25 saiu logo em segundo lugar à caça do Gulf K (isso pode ser visto no filme Le Mans) e na longa reta de Mulsane já liderava a prova. A traseira mais longa melhorava consideravelmente o arrasto na longa reta de Le Mans. O # 23, "Psicodélico" foi o único LH a terminar a prova, mesmo com seus problemas elétricos. Alguns anos depois esse carro foi vendido a Vasek Polak e restaurado sem as barbatanas traseiras.
Os modelos foram montados com base no kit Fisher.

PEIXES FINALIZADOS




Pois é, estão aí as ilustrações finalizadas. Alguns brilhos mais intensos foram feitos com o gouache para não dar transparência. O branco da aquarela sempre puxa a cor do fundo, mesmo quando é preparado de forma mais densa. Vou desenvolver agora algumas ilustrações de peixes, insetos e aves mas com aquarela. Vou mostrando aí à medida que estiverem prontas.

PORSCHE 917 1970

Um dos carros mais carismáticos no automobilismo de competição, o Porsche 917 praticamente "detonou" a concorrência nos campeonatos de marcas nos anos de 1970 e 1971. A hegemonia foi tão grande que os regulamentos foram mudados para 1972, vetando a participação dos motores de 5 litros que equipavam essa fabulosa máquina.



O modelo acima retrata o Gulf 917 K , "Kurz" (curto), que venceu as 24 horas de Daytona em 1970. Fiz esse modelo scratch, utilizando partes do kit da Heller. A carroceria foi toralmente esculpida em plástico e massa poliester. A janelinha na "testa" da capota foi aberta apenas para essa prova, uma solução para o piloto ter visão nas curvas inclinadas do circuito americano.


Na sua primeira participação em Le Mans a Porsche não obteve êxito. Foi em 1970, com o carro da Salzburg Porsche, que o 917 obteve sua primeira vitória nas 24 Horas. A corrida foi realizada com muita chuva, e os carros favoritos acabaram quebrando ou batendo, deixando o #23 de Hermann/Attwood em primeiro lugar já na metade da prova. A constância e eficiência do carro levaram a dupla ao primeiro lugar e à vitória histórica para a fábrica alemã. O modelo foi montado com base no kit Heller utilizando decais da Fred Cady.



sexta-feira, 19 de outubro de 2007

917 - TÉCNICA MILENAR


Uma das técnicas de pintura mais antiga, a encáustica é feita com base na cêra de abelha, cêra de carnaúba e soLventes como a terebentina e o óleo de linhaça. A pigmentação é feita com pó de várias cores e as misturas vão oferecendo os tons que se quer trabalhar. O processo requer uma preparação sistemática do material e, até certo ponto, pode ser perigosa pois trabalha-se com todo um sistema de aquecimento em banho-maria. Depois das "massas" de tinta aplicadas faz-se a "queima" para uma maior uniformidade e fusão na superfície. Pode-se conseguir resultados interessantes pela textura final. O que era feito na antiguidade pode ser visto nos desenhos de fayum (veja google), onde retratos fiéis eram afixados nas câmaras mortuárias e sarcófagos das celebridades.
As pinturas acima foram feitas com inspiração nos Porsches 917 que correram as 24 Horas de Le Mans em 1970, em painel de MDF revestido com tecido de algodão e preparado com latex acrílico, formato 45 x 55 cm.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

TUCANO SOLTO

Lá no Barreiro do Araxá tinha um Tucano no viveiro do hotel. Eu ficava sentado alí, pensando o quanto aquele bicho queria ir embora quando via toda aquela "tucanada" voando solta pelo mato. E olha que era muito tucano. Um dia, 5:30 da manhã, contei 17 numa árvore só. Outro dia um voou no contra-luz do poente. Seu bico ficou quase que incandescente. Inesquecível aquela tarde no Barreiro.
Fiz essa ilustração com pastel seco (Talens) sobre papel gouache. Um pouco fora do meu estilo mas o trabalho com esses materiais são interessantes para abrir novas possibilidades. O bom do pastel é a mistura e as tonalidades que vão aparecendo. A sobreposição do branco numa cor mais escura nos dá uma luz mais suave.

domingo, 7 de outubro de 2007

ILUSTRAÇÃO CIENTÍFICA


A Universidade Federal de Minas Gerais realizou de 01 a 05 de outubro a Semana de Conhecimento e Cultura e X Encontro de Extensão. O banner colocado para a apresentação da Ilustração Científica foi premiado com Mensão Honrosa e Troféu Relevância Acadêmica, selecionado entre os quinze melhores de 270 participantes, com texto de Rosa Alves, projeto gráfico de Dilce Laranjeira e ilustrações minhas (já foram mostradas anteriormente aqui no blog).

GUIA DOS PEIXES?


Está aí a capa do Guia Ilustrado dos Peixes do Rio São Francisco (Minas Gerais). Além das ilustrações existem vários assuntos interessantes para quem quer viver um pouco do Velho Chico. A publicação compõe a Série Guias CEMIG/Empresa das Artes e maiores informações podem ser obtidas pelo e-mail laba@cemig.com.br ou no endereço: Av. Barbacena,1.200 - Belo Horizonte - CEP 30.123-970 - Fone: 31 3299-4953.
A princípio o Guia não era vendido mas hoje não sei como está sendo feita a distribuição e mesmo se ainda existe a sua disponibilidade. Mas é bom tentar, ligar ou escrever, para conseguir um deles. Foram publicadas 22 de um total de 25 pranchas ilustradas. O acompanhamento do trabalho e descrição técnica das espécies foram feitos por Yoshimi Sato, Prof. Hugo Pereira Godinho, Vasco campos Torquato e Norma Dulce.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

FOGO NA ACRÍLICA 1


Com tinta acrílica é preciso ser rápido, como para apagar um incêndio. A tinta seca muito depressa, principalmente quando se usa diretamente do tubo, sem diluição. Um artifício é o Medium Acrílico que retarda um pouco a secagem e permite passagens mais suaves de tons. Depois pode-se trabalhar alguns detalhes com mais tempo, usando a tinta um pouco diluída.
A cena acima foi no pit stop do GP da Austria de 2003 quando Schummacher ficou por 20 segundos observando o fogo pelo espelho retrovisor. Apagado o susto, saiu e ganhou a corrida. Mais rápido que a tinta. Coloco a imagem pronta em alguns dias.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

PIRANHA

Da mesma forma, procedi no isolamento do entorno e apliquei os tons de laranja e cinza sobre o corpo. É bom salientar que o papel utilizado, o Schoeller 6G, aceita muito bem as máscaras adesivas e recortes leves. A partir daí comecei o tratamento com o lápis de cor, trabalhando primeiro as nadadeiras e depois a cabeça. Pela disposição, número e proporção das escamas, o recurso utilizado para representá-las não foi o mesmo que na Pirambeba e então optei pelo tratamento manual mesmo.
A experiência na ilustração dos peixes para o Guia da CEMIG-Empresa das Artes, me possibilitou a redescoberta das possibilidades com o lápis de cor que eu havia trocado pelo aerógrafo. Hoje uso a aerografia somente para alguns fundos e para a pintura nos modelos que faço. O trabalho vai todo mesmo no lápis ou na aquarela.




JAGUATIRICA


Gatos. Quem os conhece sabe o quanto apreciam as novidades, a observância do mundo que os cerca. Suaves, ligeiros, astutos, nunca desprezam uma boa companhia. Nada e tudo se deve esperar deles e não são como gente: agem por instinto, livres da razão.
Outro dia li um artigo numa revista sobre um rastreador que seguia a trilha deixada por uma onça pintada. Depois de um certo tempo resolveu voltar ao acampamento e então notou, sobre suas próprias pegadas, novas pegadas do felino que procurava. São assim mesmo, simplesmente gatos.
A ilustração da Jaguatirica (Felis pardalis) acima poderia contar inúmeras histórias mas, de fato, foi feita na vacuidade, num instinto do exercício com o lápis de cor. Nos tons mais suaves foram usados os Carandache Prismalo II, aquareláveis mas sem água. Nas manchas escuras, pretas, utilizei o Faber Castel comum, caixa vermelha, mais duro e melhor para a obtencão de detalhe dos pelos, principalmente no limiar do desenho. O papel foi o Super White 240 g, liso, num formato de 21,5 x 30,0 cm. O tempo gasto (aproveitado) foi de 32 horas.

PEIXES SÃO FRANCISCO PASSOS II

Eu tinha falado em número de escamas mas em alguns casos elas não são fatores determinantes na identificação da espécie. No caso da Pirambeba, da Piranha, e outros, alguns artifícios podem ser usados para representar a textura, aproximando bastante da realidade. Procurei uma tela de arame com uma malha que me desse a proporção do tamanho das escamas. Usei essa tela como máscara e apliquei aquarela com o aerógrafo para depois retrabalhar os brilhos e sombras no volume geral. Todo o trabalho na cabeça e nas nadadeiras já tinha sido feito. Essa ilustração também faz parte do Guia publicado pela CEMIG-Empresa das Artes.

PEIXES SÃO FRANCISCO PASSOS


Para as ilustrações do Guia de Peixes do Rio São Francisco (CEMIG-Empresa das Artes, 2006) trabalhei com as finalizações em lápis de cor, como já falei anteriormente. As tonalidades de fundo foram obtidas com aquarela preparada e aplicada com aerógrafo, fazendo uma máscara e procurando as nuâncias dos tons mais fortes. As referências fotográficas obtidas na fase de pesquisa foram então usadas para o detalhamento das espécies. Aí entrou também um minucioso "projeto" de cada uma delas para a reprodução do número de escamas, manchas e particularidades que as definem. Ao final dessa série de etapas coloco o trabalho finalizado.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

A VACA


Foi por causa de um serviço em agência de publicidade que saiu essa vaquinha aí, no típico cenário de uma sexta-feira, sem nenhuma peça para finalizar até às 17:30 quando entra o produtor gráfico pela sala e "zanza" igual um maluco, não consegue falar coisa com coisa e quer o anúncio pronto em umas duas hora para ir pro jornal ainda... Lá se vai a sexta, o humor e a paciência. Só de férias mesmo...

sábado, 22 de setembro de 2007

BMW ART CAR

Vários foram os artistas que desenvolveram trabalhos em cima dos carros de competição da BMW. Hoje a fábrica alemã mantem um museu/galeria que abriga todos os modelos pintados por Andy Warhol, Alexander Calder, Frank Stella, Roy Lichtenstein, entre tantos. Como todo trabalho de arte, são peças únicas e genuinas e merecem um olhar diferenciado daqueles que os assistiram correr as 24 Horas de Le Mans, uma das mais tradicionais provas do automobilismo mundial.

Fiz essa aquarela do BMW 320i pintado por Roy Lichtenstein, seguindo seu traço marcante relacionado com as histórias em quadrinhos dos anos 60, a busca pela simplificação da imagem e o uso das retículas. Existe um filme disponibilizado na web, com cenas da elaboração e execução do trabalho, além de tomadas na própria corrida em 1977.

OPALA 21


Para aqueles que curtiram os anos do automobilismo mineiro com provas no circuito externo do Mineirão (Autódromo Marcelo Campos), a imagem desse Opala ficou na memória. Era um carro preparado e deu trabalho para muito carrão importado da época, até mesmo para a famosa carreteira do paulista Camilo Cristófaro. Aqui no Mineirão o reinado absoluto do Opala 21, conduzido na maioria das vezes pelo mineiro Toninho da Matta, encerrou-se com o fechamento da pista após a última corrida em 1972. O carro foi "abandonado" e suas partes vendidas ou retiradas para preparação de carros de arrancada. A história conta hoje com algumas fotografias e a lembrança de quem assistiu às disputas desse clássico do automobilismo de competição brasileiro.

No meu atual processo de trabalho na Escola de Belas Artes, incluí alguns ícones do meu interesse pelo automobilismo. Um chamado "livro do artista" está em desenvolvimento, utilizando a técnica de aquarela sobre papel Fabriano. Em breve colocarei aqui uma imagem do Puma 38 com o qual Marcelo Campos fez fama no mesmo circuito.

domingo, 9 de setembro de 2007

PEIXES DO SÃO FRANCISCO II




Um dos motivos mais difíceis de ilustrar são os peixes. Primeiro que eles vivem em outro ambiente e se retirados da água perdem uma série de características importantes para o detalhamento das espécies, como disposição das nadadeiras. A cor também varia muito e principalmente o olhar. Quem não conhece a expressão "olho de peixe morto"? A grande maioria das espécies ilustradas para o Guia da CEMIG foi colocada em aquário e analizada nos mínimos detalhes. Alguns dias foram gastos entre a captura do indivíduo e a coleta dos dados, esboços, fotografias, etc. Todo o trabalho foi acompanhado meticulosamente pela equipe técnica (composta por cientistas especializados) que descreveu cada uma das espécies para o mesmo guia. Alguns dos trabalhos tiveram pequenas modificações e acertos mas no resultado a harmonia entre arte e ciência deve prevalecer.

sábado, 8 de setembro de 2007

PATO MERGULHÃO II


Existem algumas coisas que começam e, por algum motivo, não continuam.

Recentemente recebi uma alegre notícia do nascimento de 8 filhotes do Mergus. Essa ave está ameaçada de extinção devido à degradação do habitat em que vive. Poucos são os locais que oferecem condições ideais para a sua sobrevivência. Outra notícia chegou dizendo que apenas tres dos filhotes ainda estão com os pais. É assim na natureza. Algumas espécies, por motivos naturais (ou não), não continuam.

Ilustração feita com lápis de cor sobre papel super white 240g.

CLÁSSICOS EM INTERLAGOS


No início de 2007 estivemos em Interlagos para um encontro dos Clássicos de Competição nacionais. Muitos carros, completamente restaurados, se apresentaram e circularam pela pista, relembrando alguns momentos poéticos das competições brasileiras. Uma das maiores atrações foi o Porsche 908/2 que correu pela Equipe Hollywood entre 1972 e 1974, com o piloto Luiz Pereira Bueno. Apesar de não estar pintado nas cores daquela época, ele marcou presença pelo cuidado e estado em que se encontra, uma verdadeira peça de museu.

Outra notoridade foi o copersucar FD 01, totalmente restaurado. O impressionante é a altura desses carros em relação ao chão. Isso a 250 km/h faz uma diferença...



Fotos: Ibsen Pereira (visite www.fotki.com/ibsenop)

A SERRA FINA







Uma das regiões mais impressionantes que já estive, a Serra da Mantiqueira no sul de Minas Gerais. Desde Passa Quatro até Itamonte, numa caminhada de crista por quatro dias, está o trecho de travessia da Serra Fina. São tres cumes principais: o Capim Amarelo, o Pedra da Mina (quarto em altitude no Brasil - 2.801m) e o Tres Estados. O grau de dificuldade é acentuado pelo Capim de Anta e pelo traçado na cumeeira da serra. As temperaturas chegam fácil aos 10 negativos mas o visual compensa qualquer esforço. A partir de um certo ponto caminha-se de frente para o Pico das Agulhas Negras, no Parque do Itatiaia. É um passeio que não deve ser descartado por aqueles que vivem montanhas.
Fotos: Jacintho/Fiote