ONCE

domingo, 26 de outubro de 2008

A ARMADILHA DO TEMPO




O tema da armadilha recai agora sobre o tempo. Como aprisionar o tempo que não para? E é exatamente isso que faz a câmera fotográfica. Ela congela uma fração do tempo. Prende uma pequena parte, na maioria das vezes muito menor que um segundo, do nosso precioso tempo.
Pensei que, para aprisionar 1 segundo do tempo seria preciso sincronizar 60 "armadilhas" que funcionassem na velocidade de 1/60 s. Juntando todas as imagens teríamos então prendido um segundo do tempo. Depois veio a idéia de reproduzir 60 vezes a mesma imagem pintada. Eu teria então, dentro do meu espaço de 80 x 120 cm, 60 fotos formato 10 x 15 cm. Mais uma "descoberta" que a pesquisa me trouxe, sem planejar formatos ou premeditar os fatos. As 60 fotos têm um formato padrão dos mais utilizados comercialmente no meio fotográfico: 10 x 15.
Talvez eu venha a trabalhar com serigrafia para reproduzir uma imagem retirada da pintura de um artefato que produz imagens. São armadilhas que criamos, que consumimos.

3 comentários:

Anônimo disse...

Muito legal sua lógica. Te conheço bem para perceber que vc está construindo seu mundo, seu espaço, com indagações e arte, muita arte, puríssima emoção.

MilkShake

Fernando Estanislau disse...

O próprio tempo é uma armadilha que nos chega através de nossa percepção. Tempo, como conhecemos, é uma invenção humana, não "existe" de fato. Assim como o amor, a paz, o tempo não existe na natureza, é uma construção intelectual para o que chamamos de realidade. Dessa maneira, ao criarmos o tempo estamos armadilhados às suas convenções: compromissos, relógios, e ( me ocorre agora) talvez até a noção de morte que insistimos em escamotear, mas que sempre volta. As "vânitas" falam disso, talvez você tenha pintado uma vânita contemporânea, ou esteve/está perto de fazê-lo. :-D

Hamburger

Anônimo disse...

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